Poucas coisas me irritam tanto quanto mau atendimento em restaurantes.
Cheguei numa sucaria aqui de Maceió, que promete sucos 100% naturais. Sentei numa mesinha na calçada e não vi nenhum garçom por perto. Estiquei o pescoço, olhei para a parte de dentro... nada de garçom. "Mas eles não vinham na mesa?", pensei, lembrando da última vez que estive lá, há um bom tempo. Levantei, fui até a cozinha. Uma mulher de sorriso amarelo me viu.
- A gente tem que pedir no balcão ou vocês vão até a mesa? - perguntei.
- É, a gente pode ir até a mesa. - disse ela, como se fosse um favor vir até a mesa.
Voltei pra mesa já com uma certa frustração de ter que pedir para ser atendido. Sentei e lá vem a mulher do sorriso amarelo. Entregou um cardápio para os dois.
Mesmo achando meio caro, decidi que R$ 5,00 poderia ser um preço justo pra 300 ml de suco '100% natural'. Para acompanhar, pedi um sanduiche de frango com palmito. O amigo que me acompanhava, pediu um cheeseburguer que vinha com batatas chips, de acordo com o menu, e um suco de abacaxi com não sei o que lá. Antes de se retirar, a mocinha colocou uma espécie de sininho eletrônico na mesa. Deve ter me achado com cara de desantenado, porque fez questão de me explicar para que servia aquilo. Tudo bem, pode ser ordem de um superior, ter que explicar para que serve o botãozinho que faz o mostrador digital emitir um aviso sonoro infernal de senha de banco, avisando que a mesa XX está chamando.
Enquanto conversávamos, ouvi o nosso suco sendo preparado lá no balcão. E, de repente, minha amigdala começou a se contorcer garganta a dentro. Era o inconfundível barulho de gelo batido. Apertei o danado do botão e lá vem de novo a mocinha.
- Pois não.
- O meu suco é sem gelo, tá?
Ela fez uma cara de 'puta merda' que já me deixou ciente que lá vinham as explicações do Rodrigo Cunha, superintendente do Procon, na minha cabeça, sobre os direitos do consumidor. Disse que ia lá dentro, 'verificar se o suco já foi feito'. Olhei para a cara do meu amigo, que se animou com a historinha de 'faça outro' que estava por vir.
A mocinha voltou, com cara de 'sinto muito, você perdeu'.
- É. O suco já foi feito.
- Mas eu não posso. Estou com problemas na garganta e sem poder tomar gelado.
- Mas você não avisou. - disse ela, com sorriso amarelo-sacana
- Mas ninguém me perguntou - respondi com o mesmo sorriso.
- Eu vou chamar minha patroa.
Lá vem a patroa.
- Algum problema? - perguntou. Expliquei tudinho.
- É, mas o suco já está pronto.
- Então cancele, não posso tomar. - disse eu, perdendo o tom educado que eu vinha adotando até então.
Ela saiu sem dizer nada, com cara de quem ia resolver tudo. Voltou e arrumou a mesa da frente, com jeito de quem tinha esquecido. Não olhou para a minha mesa, não deu nenhum sinal. Não me contive e perguntei:
- Então, o suco vem ou não vem?
- É... não vou ter como lhe atender. Não tenho como bater o suco sem gelo.
Eu fiquei meio pasmo. Um suco natural não parece tão impossível quando eu faço em casa. Até porque, na minah cabeça, suco '100% natural', como eles prometem, é a fruta e pronto. Sem água, sem açúcar, e sem gelo. Principalmente para que está com dor de garganta. Mas o natural deles é com água congelada.
Eu tive que engolir o sanduiche a seco. Não só pela falta do suco, mas pela raiva que eu já estava. O meu amigo, coitado, comeu um cheeseburguer ruim que só ele, que ainda veio sem a batata chips que estava no cardápio. Ele apertou o botãozinho e lá vem outra garçonete, menos simpática. Se postou ao lado da mesa e não disse nada.
- A batata chips não veio. - ele disse, sem receber resposta. A mocinha antipática deu meia volta e retornou com um pacote de Ruffles, a batata da onda. Jogou na mesa (jogou mesmo), deu outra meia volta e sumiu porta a dentro.
Pedi logo a conta, pra ir embora mais rápido. Lá veio a maldita, sem o suco de uva-aguada. Pedi a maquininha do Visa. Não tinha daquelas que vinha na mesa. É, eu ainda tinha que voltar no balcão para pagar com o Visa. Preferimos dar tudo em dinheiro - sem os 10% - e irmos embora.
No caminho de volta, lembrei porque há tempos não ia lá na Sucaria da Fruta-com-água, fazendo a promessa de não voltar nunca mais.
Cheguei numa sucaria aqui de Maceió, que promete sucos 100% naturais. Sentei numa mesinha na calçada e não vi nenhum garçom por perto. Estiquei o pescoço, olhei para a parte de dentro... nada de garçom. "Mas eles não vinham na mesa?", pensei, lembrando da última vez que estive lá, há um bom tempo. Levantei, fui até a cozinha. Uma mulher de sorriso amarelo me viu.
- A gente tem que pedir no balcão ou vocês vão até a mesa? - perguntei.
- É, a gente pode ir até a mesa. - disse ela, como se fosse um favor vir até a mesa.
Voltei pra mesa já com uma certa frustração de ter que pedir para ser atendido. Sentei e lá vem a mulher do sorriso amarelo. Entregou um cardápio para os dois.
Mesmo achando meio caro, decidi que R$ 5,00 poderia ser um preço justo pra 300 ml de suco '100% natural'. Para acompanhar, pedi um sanduiche de frango com palmito. O amigo que me acompanhava, pediu um cheeseburguer que vinha com batatas chips, de acordo com o menu, e um suco de abacaxi com não sei o que lá. Antes de se retirar, a mocinha colocou uma espécie de sininho eletrônico na mesa. Deve ter me achado com cara de desantenado, porque fez questão de me explicar para que servia aquilo. Tudo bem, pode ser ordem de um superior, ter que explicar para que serve o botãozinho que faz o mostrador digital emitir um aviso sonoro infernal de senha de banco, avisando que a mesa XX está chamando.
Enquanto conversávamos, ouvi o nosso suco sendo preparado lá no balcão. E, de repente, minha amigdala começou a se contorcer garganta a dentro. Era o inconfundível barulho de gelo batido. Apertei o danado do botão e lá vem de novo a mocinha.
- Pois não.
- O meu suco é sem gelo, tá?
Ela fez uma cara de 'puta merda' que já me deixou ciente que lá vinham as explicações do Rodrigo Cunha, superintendente do Procon, na minha cabeça, sobre os direitos do consumidor. Disse que ia lá dentro, 'verificar se o suco já foi feito'. Olhei para a cara do meu amigo, que se animou com a historinha de 'faça outro' que estava por vir.
A mocinha voltou, com cara de 'sinto muito, você perdeu'.
- É. O suco já foi feito.
- Mas eu não posso. Estou com problemas na garganta e sem poder tomar gelado.
- Mas você não avisou. - disse ela, com sorriso amarelo-sacana
- Mas ninguém me perguntou - respondi com o mesmo sorriso.
- Eu vou chamar minha patroa.
Lá vem a patroa.
- Algum problema? - perguntou. Expliquei tudinho.
- É, mas o suco já está pronto.
- Então cancele, não posso tomar. - disse eu, perdendo o tom educado que eu vinha adotando até então.
Ela saiu sem dizer nada, com cara de quem ia resolver tudo. Voltou e arrumou a mesa da frente, com jeito de quem tinha esquecido. Não olhou para a minha mesa, não deu nenhum sinal. Não me contive e perguntei:
- Então, o suco vem ou não vem?
- É... não vou ter como lhe atender. Não tenho como bater o suco sem gelo.
Eu fiquei meio pasmo. Um suco natural não parece tão impossível quando eu faço em casa. Até porque, na minah cabeça, suco '100% natural', como eles prometem, é a fruta e pronto. Sem água, sem açúcar, e sem gelo. Principalmente para que está com dor de garganta. Mas o natural deles é com água congelada.
Eu tive que engolir o sanduiche a seco. Não só pela falta do suco, mas pela raiva que eu já estava. O meu amigo, coitado, comeu um cheeseburguer ruim que só ele, que ainda veio sem a batata chips que estava no cardápio. Ele apertou o botãozinho e lá vem outra garçonete, menos simpática. Se postou ao lado da mesa e não disse nada.
- A batata chips não veio. - ele disse, sem receber resposta. A mocinha antipática deu meia volta e retornou com um pacote de Ruffles, a batata da onda. Jogou na mesa (jogou mesmo), deu outra meia volta e sumiu porta a dentro.
Pedi logo a conta, pra ir embora mais rápido. Lá veio a maldita, sem o suco de uva-aguada. Pedi a maquininha do Visa. Não tinha daquelas que vinha na mesa. É, eu ainda tinha que voltar no balcão para pagar com o Visa. Preferimos dar tudo em dinheiro - sem os 10% - e irmos embora.
No caminho de volta, lembrei porque há tempos não ia lá na Sucaria da Fruta-com-água, fazendo a promessa de não voltar nunca mais.


3 comentários:
Puxa Arthur, eu tinha até vontande de conhecer a sucaria, mas depois dessa, não vou mais, até porque eu não gosto de suco batido com gelo
Fiquei revoltada. Detesto mau atendimento e má vontade!
Ola Arthur!!!
Se for a Sucaria da Praia de Pajuçara vc ten toda razao...
A Sucaria e uma gracinha, mas o atendimento realmente deixa a desejar...
Estive em Maceio com uma amiga e em pleno sabado com um sol de rachar, resolvemos que nao iriamos tomar cafe no hotel para tomar um suco, e eu um açai...e para nossa surpresa ja era 13hs e a sucaria estava fechada...o povo nao sabe trabalhar...
Abraço
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