E eu acordava todos os dias e ia pro colégio. O colégio que eu estudei durante toda a minha infância. Mas a minha intensão não era essa. Era saber quem eram meus amigos. Quem eram meus amigos? E meus professores?
Segundos antes de cair em desespero, forçei e abri os olhos. Não. Definitivamente não era sonho. Eu sabia que estava aonde eu estava. E reconheci o teto do meu quarto e meu mural de elástico. Eu sabia que eu só tinha que abrir os olhos. Enquanto o quarto crescia na minha vista, o teto ainda desfocado, a ficha caiu. Eu não lembrava da escola porque não estava mais nela. Os amigos da escola, quase todos, ficaram para trás. Talvez no mesmo canto que deixei meus professores. Mas, e a fazenda? Que fazenda era? Não sei se era a que eu costumava ir quando criança, não lembro. Era mato. Tinha um lago barrento. Acabei de lembrar do lago barrento.
