terça-feira, 8 de julho de 2008
Lição do dia
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Apertem os cintos...
... o piloto sumiu.
E agora, me vem na cabeça um "te vira que você não é quadrado".
A vida é mesmo assim. Bola pra frente. Inspira, respira e vamos que vamos!
terça-feira, 1 de julho de 2008
"Catapimba e a mulher foi ao chão"
Eu estava indo pra casa, tentando relaxar no caótico trânsito da avenida, quando eu olho pro meu lado direito. A cena era essa: Duas mulheres com algumas sacolas plásticas penduradas nos braços desceram do ônibus e iriam atravessar as três faixas da avenida enquanto os carros estavam parados no semáforo. Elas atravessaram uma e, na hora de passar da segunda para a terceira, não viram uma moto - sempre uma moto - que, por sua vez, também não as viu. Um ônibus - sempre um ônibus - atrapalhou a visão de ambos. Catapimba e a mulher foi ao chão.
Demorei coisa de três segundos pra entender a cena que acabara de se desenrolar na minha frente. E demoraria até um pouco mais se minha mãe - sempre a minha mãe - não tivesse se movido no carro, desatando o cinto de segurança, abrindo a porta e dizendo "Prestar socorro! Prestar socorro! ".
Desatei o cinto, abri a porta, tirei o telefone do bolso e, qual é mesmo o telefone da SAMU? Nessas horas a pessoa esquece. Deu um branco. O único número que me veio à cabeça foi o 190. Então, foi pra esse que eu liguei. Nem chegou a chamar e eu desliguei o telefone. Alí, eu queria ser três pessoas e fazer tudo ao mesmo tempo. Minha mãe pegou o meu telefone e ligou pra SAMU (dessa vez, de verdade) e eu fui tirar meu carro dalí - afinal, tive que atrapalhar o trânsito.
Quando voltei, a cena já tinha mudado. A mulher estava lá deitada no canteiro da pista, com um homem a examinando. Era um médico que também parou pra prestar socorro. O diagnóstico dele foi rápido: Fratura de fíbula.
O médico foi embora e eu também. Afinal, já não havia mais o que fazer. A mulher ficou na companhia da amiga que já estava com ela na hora do atropelamento, a SAMU já estava a caminho e eu estava um bagaço de cansado.
O conteúdo daquelas sacolas virou farinha no asfalto. E o motoqueiro? Ninguém sabe.
domingo, 29 de junho de 2008
At work! (1)
Aí vai uma das matérias que eu ajudei a fazer pro jornal Alagoas Na Hora.
Nessa, eu fui pra rua fazer e escrevi os offs também. A Rachel Amorim é quem narrou.
Antes disso, aí vão os significados dos termos usados abaixo:
CABEÇA - Texto que o apresentador do telejornal fala para o telespectador
RodaVt - Indica o tempo que a matéria tem
Deixa: É a última frase falada na matéria. Assim como o Roda Vt, a Deixa serve para orientar ao apresentador e às outras pessoas envolvidas na hora em que o telejornal está no ar, para saber quanto tempo tem a matéria e como ela vai terminar.
Off: É o texto da locução. O número indica apenas a ordem em que ele vai aparecer.
Povo Fala: É quando vamos às ruas ouvir a opinião das pessoas.
Sonora: É o pedaço da fala do entrevistado que aparece no vt.
((CABEÇA))
O DIA DOS NAMORADOS ESTÁ CHEGANDO E TEM GENTE QUE AINDA NEM PENSOU NO PRESENTE// O ALAGOAS NA HORA DÁ UMA AJUDA// LISTAMOS ALGUMAS DAS OPÇÕES MAIS PROCURADAS QUANDO O ASSUNTO É AGRADAR À PESSOA AMADA//
#RODA VT: 1' 50''
DEIXA: "... COMPLICAÇÕES QUANDO CHEGAR EM CASA"
OFF 1: NAS VITRINES/ MUITA CRIATIVIDADE// URSINHOS/ PORTA RETRATOS/ ALMOFADAS PERSONALIZADAS...// TUDO NO CLIMA DO DIA DOS NAMORADOS// E MESMO COM TANTA OPÇÃO/ TEM GENTE QUE AINDA NÃO SE DECIDIU//
POVO FALA
OFF 2: OS VENDEDORES DÃO AS DICAS//
SONORA: SHAYANE MOURA - VENDEDORA
SONORA: JOSÉ CLÁUDIO - VENDEDOR
OFF3: NA HORA DAS COMPRAS/ O PROCON ADVERTE: A PESQUISA DE PREÇO/ AINDA É A MELHOR AMIGA DO SEU BOLSO//
SONORA: RODRIGO CUNHA - SUPERINTENDENTE PROCON-AL
OFF4: O PROCON FEZ AINDA ESTA CARTILHA/ QUE QUALQUER PESSOA PODE PEGAR NA SEDE DO ÓRGÃO/ NO CENTRO DA CIDADE// ELA TRAZ DICAS PARA O CONSUMIDOR FICAR ATENTO NA HORA DE EXIGIR OS SEUS DIREITOS//
SONORA: RODRIGO CUNHA - SUPERINTENDENTE DO PROCON
segunda-feira, 16 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Estamos com problemas técnicos
Todo esse reboliço deu pauta a uma discussão em sala de aula sobre os erros cometidos por UMA pessoa ou UMA falha técnica que acabam acarretando numa série de outros erros humanos ou técnicos. Um efeito dominó, que vai derrubando um a um até chegar à peça principal: O apresentador. Este sim, pois está representando a imagem de toda uma equipe ao telespectador. Ao mesmo tempo, está vulnerável aos erros dessa equipe e dos instrumentos operados por ela.
Eu estagio em uma emissora de televisão e essa semana resolveram mudar o sistema com o qual elaboramos o telejornal. É um sistema muito mais inteligente e rápido, mas um pouco complicado para marinheiros de primeira viagem e, diga-se de passagem, éramos todos marinheiros experimentando pela primeira vez um programa de computador totalmente novo. Passamos o dia inteiro sem maiores problemas. Umas poucas dúvidas que logo eram esclarecidas e lá estava o jornal, ao meio dia, pronto para ir ao ar. E foi aí que o bicho pegou.
Começamos com um erro no áudio. Um zumbido irritando, um chiado alto. Reinicia a máquina, adianta o jornal – o tal do “break de emergência” – e tenta arrumar a solução. Três pessoas tentando consertar o áudio. Trinta segundos depois – o que já é uma eternidade quando falamos em TV – e o problema foi solucionado. E vamos ao jornal. Começa o jornal sem a escalada – as principais manchetes – como é o de costume. Tivemos que improvisar e passar as manchetes do tele prompter. O tele prompter, ou TP, é um recurso usado que mostra ao apresentador o texto que ele tem que falar. Ele lê o TP e não precisa ficar olhando para o papel. Isso é, quando o TP não dá problema. E hoje deu.
O software do TP também é novo. A mudança foi devido à mudança do sistema. Mudou o sistema, mudou o TP. Como tudo o que é novo e não é exaustivamente testado, estava mais suscetível a falhas e, como diz a Lei de Murphy: “se alguma coisa puder dar errado, ela vai dar errado”. O TP falhou.
Instalou-se um clima explosivo naquela sala apertada e fria. Cinco pessoas gritavam para a apresentadora ler o papel, outras duas gritavam com o técnico pra que ele pudesse consertar o TP e uma gritava comigo, pra eu reiniciar a máquina o quanto antes. Máquina reiniciada e vamos ao texto novamente.
Sem dúvida, a melhor hora do dia de hoje foi a subida dos créditos. Alívio para todos.

