sábado, 1 de janeiro de 2011
É, voltei...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Nós, jornalistas
Há exatamente um mês, mostramos diariamente a cobertura completa das enchentes e dos impactos causados por elas em Alagoas. Por trás de tudo isso, estamos nós, os profissionais, que – de alguma forma – nos envolvemos com aqueles casos e aquelas pessoas que aparecem na televisão.
Assim como você, nos comovemos, nos impressionamos, mas conhecemos bem o nosso dever de mostrar imagens e fatos que interessam ao telespectador.
Veja abaixo o que acontece por trás das câmeras. Acompanhe o depoimento de quem presenciou a tragédia no momento em que ela acontecia e de quem voltou lá depois que tudo já estava no chão.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Blasé
Adjetivo
1. Indiferença.
2. Apatia
3. Tédio aparente.
Etimologia
fr. blasé (1837) "indiferente, apático, que não demonstra emoção", part.pas. de blaser (sXVII-XVIII) "embotar o sentido do gosto, por excesso de comida e bebida, tornar-se indiferente ou insensível"
fem.: blasée; pl.: blasés/blasées (fr.)

terça-feira, 6 de julho de 2010
Calando a boca
terça-feira, 29 de junho de 2010
Perdendo um cliente em 3, 2, 1...
Manual de Como Perder Um Cliente em 5 Passos, por Engenho Massayó (Ex Bella Gulla)
1 – É proibido cumprimentar.
Não dê boa tarde. E se o seu cliente fizer isso, finja que não ouviu. Vire o rosto.
2 – É proibido atender...
Ligue uma televisão num jogo de futebol qualquer. Deixe todos os seus (dois) garçons entretidos na tela. Não atenda ao chamado do cliente, mesmo que ele levante o braço para tentar chamar a atenção. O jogo é mais importante que ele. Ele pode esperar.
2.1 - ... A não ser que lhe dê na telha
Quando acabar o jogo, venha ao encontro do seu cliente, pergunte o que ele quer.
- Pois não, senhor?
- Uma coca, por favor.
- Normal? Com gelo?
- Sim, normal. Sem gelo.
2.2 – Finja que esqueceu
Isso. Finja de novo. Só depois de algum tempo, quando o seu cliente já estiver terminado de comer, apareça com a Coca normal, mas COM gelo. Afinal de contas,você nem precisa fazer tudo exatamente do jeito que ele pediu.
É normal se ele não quiser mais a Coca (afinal, lembre que você só vai entregar a bebida na última garfada do seu cliente-exigente – SEM GELO É QUERER DEMAIS, NÉ?). Fique com a Coca pra você.
3 – A hora do pagamento.
Simplesmente diga o preço. Não pergunte se ele quer o CPF na nota, afinal, leis servem para ser burladas.
Quando o seu cliente pedir o CPF na nota fiscal, dê uma de louca, imprima a nota e diga ‘Êêêêta, rapaz. Já tirei a nota sem o CPF, ó!’ (Muito importante: Neste momento, deixe claro que você não pode fazer mais nada por ele).
Se o seu cliente for in-su-por-tá-vel ele vai querer o CPF na porra da nota mesmo assim. Diga que não tem como cancelar.
3.1 – A hora da piadinha
Seu cliente quer a nota com o CPF, afinal, é um direito dele (Foda-se, né? Todo mundo quer ter direito hoje em dia.), mas faça uma piadinha legal. Quem sabe ele morre de rir e esquece do CPF. Se não souber o que dizer nessa hora, fale assim:
- Eu posso anotar de caneta aqui, no cantinho da nota que eu já imprimi? (Ahn? Ahn? Muito boa essa, né?)
4 – Ligue para o seu chefe
OK. Se nem com a piadinha o mala do seu cliente desistiu da merda do CPF na porra da Nota Fiscal, ligue pro seu chefe. Relate o ocorrido. Diga, na frente do seu cliente: “Mas é que ele quer porque quer o CPF na Nota e eu não tenho como cancelar porque eu já tirei outra depois e etc.”. Passe pouco tempo no telefone para não gastar seus créditos.
5 – Dê uma de doido
Este é o último passo e, talvez, o mais importante. Você já deixou de cumprimentar, não deu atenção, demorou para atender, não ofereceu o CPF na nota – ou seja, desrespeitou o direito do seu cliente. Se você já passou por todas essas etapas, essa vai ser moleza.
Desligue o telefone, segure a nota na pontinha do dedo, olhe para o seu cliente e pergunte:
- Tem certeza que não quer aceitar a nota mesmo assim?
Pronto! Parabéns! Você não só acaba de perder um cliente, como acaba de ter o nome do seu estabelecimento incluído na listinha de reclamações da Secretaria da Fazenda do Estado.
Nota do autor: A piada de anotar o CPF no cantinho da Nota foi boa, não foi?
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Seres ou não seres?
O jornalista é um contador de história. Quase nunca é um conto de fadas, nem sempre com um final feliz. Sou obrigado a ver, diariamente, casos absurdos que revelam o lado animalesco e bizarro de seres humanos. Humanos?
O cenário é uma rua num bairro pobre de Maceió. O personagem principal é um homem novo, com seus vinte e poucos anos. De coadjuvante, uma senhora que foi agredida pelo personagem principal. Ela levou um murro na cara, desmaiou e foi parar no hospital.
Ele está deitado no chão, cercado por dezenas e dezenas de pessoas, que lhe chutam o rosto, o abdômen, as costas e qualquer outra parte do corpo que alcancem. Na boca, sangue. Nos olhos, sangue. No rosto, sangue. Na camisa, sangue. Na população, o desejo de ver sangue.
De figurante, um jornalista cobre o fato, sem poder deter a fúria de uma comunidade, que não agüenta mais ver casos como este e faz justiça com as próprias mãos, com os próprios pés. Por vezes, até pegam uma pedra ou outra emprestada.
Que tipo de bicho é esse? O bicho homem, criado por... quem? Deus ou diabo?

