terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Mais essa agora.

Já não faz pouco tempo que Alagoas virou “terra de ninguém”. Primeiro foi a eleição de um governador covarde e omisso.
Com a eleição, vieram as greves. Nos primeiro dias de governo, eu lembro, foi greve de professores de escolas públicas. De lá pra cá, Alagoas é só greve. Até me recordo agora de já ter escrito sobre isso no meu finado
Jornalog.
E aí o tempo passou e, há quase seis meses, a Polícia Civil também entrou em greve. De lá pra cá, Alagoas vive quase em guerra urbana. Homicídios e chacinas quase que diariamente. Os jornais viraram um boletim policial. E os programas sensacionalistas da hora do almoço adoram isso.
Agora vem aí o feriado de carnaval e o alagoano acorda nesta terça-feira assustado com a manchete do jornal: “DELEGADOS VÃO ENTRAR EM GREVE NO CARNAVAL”.
Em toda a capital, apenas uma delegacia vai funcionar. No interior inteiro, apenas três. Imaginem 4 dias de carnaval e apenas UMA delegacia na cidade? Era tudo o que os marginais queriam pra tomar conta da cidade.
Os delegados querem seus salários (que hoje é de cerca de R$ 6.000,00) equiparados com o dos Procuradores do Estado. Eles querem 17 mil reais. 17 mil é muita coisa! É mais que o salário - oficial - do Governador. Delegado ganho mais que governador, é anticonstitucional. É um aumento de, vá lá, 300%. É absurdo. Quer receber como Procurador? Estude mais e passe em concurso para Procurador.
Nessas horas a gente bem que queria um Capitão Nascimento no Governo. “Seus filhinhos de papai, não vai parar ninguém! Não vai parar ninguém! Quer ganhar mais? Então vai estudar e pede pra sair! Pede pra sair!”.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sensibilidade

Hoje, eu estava vindo pra casa em companhia de um conhecido. Ele é Major do Corpo de Bombeiros de Alagoas, pai de meus dois primos e também faz jornalismo na minha faculdade - embora ele já tenha trancado o curso um milhão de vezes. Admiro muito o trabalho do Corpo de Bombeiros e acredito que eles poderiam ser mais respeitados pelas autoridades e sociedade. Mas esse não é ponto.
Durante a conversa, justamente falando sobre o trabalho dos bombeiros, ele me relatou um caso que me deixou meio de queixo caído. Segue o relato, que foi mais ou menos assim:

"Uma vez a gente estava indo fazer o caso de um rapaz que sofreu acidente de moto e, na pancada, perdeu a perna. Na hora. A perna dele voôu. Chegamos lá, prestamos o socorro, o colocamos na viatura do Corpo. Enquanto isso, outra pessoa foi buscar a perna, que tinha voado longe. Me impressionei quando vi que o cara, que já estava na coorporação há um bom tempo, pegou a perna do motoqueiro e colocou embaixo do braço como se fosse um pedaço de pau."

Eu fiquei horrorizado imaginando a cena. Por mais que o seu trabalho seja assim, nunca se pode deixar a sensibilidade de lado. O lado humano não pode ser esquecido. Era uma PERNA, poxa.
Acho que quando você, num trabalho desses, perde a sensibilidade, é hora de ser encaminhado pra algo menos "humano". Vai pra contabilidade, administração... O Major também acha assim: "No outro dia, encaminhei ele pro psicólogo".

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Charlie Brown Jr.


O rock ácido tomou conta do palco principal da Cidade da Música no último show da quarta-feira.
A banda Charlie Brown Jr. Transformou o palco em uma grande pista de skate, que foi um show a parte, com a participação do pentacampeão mundial de skate, Mineirinho, que roubou a cena em determinados momentos do shows com manobras de tirar o fôlego.
Chorão, Thiago Castanho, Heitor e Pingüim tocaram grandes sucessos da banda como “Lutar pelo que é meu”, “Ela vai voltar”, “Vícios e Virtudes” e levantaram a platéia, já em quantidade reduzida devido a hora, já passavam das cinco da manhã. As músicas vieram, quase todas, com arranjos mais encorpados e sempre com um beat box em segundo plano, coisa que já virou marca registrada da banda.

Em determinado momento, Chorão quis chegar mais perto do público e cantou “Papo Reto” no suporte de uma das gruas, que fica perto do palco, mas com o público em volta, ao delírio.

A banda finalizou a apresentação com coreografias de brake no palco.




Foto: Chorão, do Charlie, agradecendo ao público pela boa recepção. (Por Coperphoto)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Strike!

O show da banda Strike no palco Tendências do Festival de Verão Salvador 2008 vai ser inesquecível para Thiago Castro, 18 anos. Ao fim do show, já no “bis”, Marcelo, vocalista da Strike chamou Thiago ao palco para cantar a música “Paraíso Proibido”, tema da abertura da novela Malhação, da Rede Globo.

Ao fim do show, o “cantor temporário” da banda estava eufórico. “Foi muito bom cantar com eles, porque é a minha banda preferida”, disse ele, molhado de suor.

NOTA: NA VERDADE VERDADEIRA, THIAGO CASTRO DISSE "EU ACHEI DO CARALHO PORQUE A BANDA É MUITO FODA E É MINHA BANDA PREFERIDA", MAS EU NÃO IA ESCREVER ISSO NUMA MATÉRIA, AÍ MAQUIEI A FALA DO CARA!

Chicleteiro ele

Chicleteiro que é chicleteiro conhece Paulo Saraiva, o “Saraiva”. Os que conhecem pelo nome, passam, batem no ombro e dizem “E aí, Saraiva”, os que não conhecem de nome, com certeza conhecem de vista. Com um chapéu em formato de camaleão e uma bananeira feita com material desconhecido que pesa mais de 6 quilos, Saraiva percorre shows da banda Chiclete com Banana por todo o Brasil.
A paixão começou cedo, há 21 anos, quando o Chiclete ainda se apresentava com o nome de “Banda Scorpion”. Ele tem 35 anos e trabalha como caseiro em um condomínio – quase um bairro – chamado “Vilas do Atlântico”, em Salvador. Ganha, por mês, pouco mais de 400 reais e garante que todos os shows do Chiclete ele paga com dinheiro próprio. Só pra estar no Festival de Verão de Salvador 2008, Saraiva desembolsou 190 reais. E satisfeitíssimo.
Ele saiu Piauí para morar em Salvador sem conhecer ninguém, sem lugar pra ficar, só com uma mochila nas costas, pra arrumar emprego. Já na Bahia, trabalhando com road, conheceu o Chiclete e se apaixonou. De lá pra cá, não parou mais. Aonde tem Chiclete, tem Saraiva.
Na bananeira que carrega nos braços e na cabeça durante os shows, Saraiva coleciona fotos que já tirou com Bel, vocalista da banda. Mostra com orgulho sua foto preferida, um registro que fez com toda a família do ídolo. “Foi na inauguração de uma academia, lá no Vilas. O Bel estava lá e eu pedi a ele pra tirar uma foto com a família dele. Na mesma hora, Bel virou pra todo mundo e disse ‘Pessoal, o Saraiva que tirar uma foto!’”.
Na bananeira também tem seu telefone celular. Pra quê? “Ah, pra o pessoal ligar pra mim pra saber do Chiclete.”
Foto: Saraiva e a Bananeira de seis quilos (Portal iBahia.com)


"Eu sou, sou tiete da Ivete"

O Festival completa 10 anos de show. E aonde tem show, tem tietes. Ainda mais se o show for da Ivete.

Tem gente – e muita gente – que vem só pra poder ficar poucos segundo mais perto da baiana. Larissa Portal, 16 anos, veio sozinha de Brasília só pra assistir a apresentação de Ivete. Enquanto rolam os outros shows, ela fica no alambrado em frente ao backstage, esperando o furacão baiano passar. Mas ela não fica sozinha. Assim como Larissa, Leila Dalro também espera ansiosa a o show de “Veveta”, e faz uma confissão: “Deixei minha filha de três meses em casa só pra ver o show. É um sacrifício que vale a pena.”. Sacrifício um pouco diferente é o de Bárbara Andrade. “Saí de casa só pra trazer a minha filha de catorze anos pra ver o show de Ivete”, mas assume que também é fã da cantora.

Nx quem?

Nem bem ocupou o seu lugar ao sol e a banda Nx Zero já vem ao Festival de Verão exigindo como gente grande. Além de energéticos, isotônicos, as já consagradas toalhas brancas, refrigerantes e cervejas, a banda emocore tratou como indispensável a presença de 10 caixinhas de achocolatados "Todynho", duas caixas de bombons sortidos, um cesto de frutas da época e uma garrafa de whisky, mas tem que ser Jack Daniels. Além disso, não pode faltar refrigerante, incluindo a Coca Light, sanduíche de metro e quatro caixas de água (sem gelo!).

Uma coisa é uma coisa...

É incrível como as pessoas têm facilidade em confundir as coisas. Às vezes por um mero engano ou por pura falta de esclarecimento.
Ontem, em plena “ressaca” de Ano Novo, abro a página da Globo.com e me deparo com uma notícia de que o DJ Marlboro tinha tocado para 2 milhões de pessoas. Pensei “poxa, 2 milhões de pessoas saíram de casa pra ver o Marlboro tocar?”.
Cliquei. Só aí vim descobrir que o DJ tinha animado o réveillon das praias do Rio de Janeiro, onde compareceram os 2 milhões de pessoas. Aí sim.Mas o motivo do post nem é esse. O que acontece é que o link era para uma entrevista feita com o DJ depois da festa. Acho que por empolgação do momento (tocar pra 2 milhões de pessoas é realmente considerável), ele me vem com a seguinte frase: “O funk agora passa a ser considerado MPB”. Descendo o scroll mais um pouco, leio “Funk virou world music”.Pasmo. Preferi parar de ler a entrevista por aí. Já tinha sido uma pancada forte!
Talvez não demore muito para colocarem Tati Quebra Barraco no mesmo patamar que Marisa Monte e Mc Serginho junto a Caetano Veloso então. Por obséquio, expliquem ao “artista” DJ Marlboro (é assim que a repórter Renata Mendonça o coloca) que Música Popular Brasileira não é a mesma coisa que “cultura de massa”. Que MPB nem sempre é popular como deveria ser. Que isso é um gênero musical, assim como o Forró, o Axé, o Rock, o Pop e o Funk. Por fim, expliquem a ele que cachaça vem do alambique e água vem do ribeirão. E, se mesmo assim ele não entender, diga que “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Se não resolver... salvem a MPB!

Publicado no Jornalog em 02.01.2008

José Pedro, o Zequinha.

Aí ontem eu estava voltando pra casa com minha avó e o caseiro do "Pau Amarelo", sítio da nossa família, no interior de Alagoas. Ele trabalha com minha família há muito tempo. Não sei quanto, mas muito tempo. O nome dele é Zequinha.

"Zequinha" porque foi batizado com esse nome. Mais tarde virou José Pedro da Silva, mas até então era Zequinha. E até hoje é.Zequinha é o cara típico de interior: Sorriso no rosto, voz mansa, fala cantada, trabalhador de mão calejada. Entende tudo de plantar, colher e sempre começa as frases com "Aaah...", por exemplo: "Aaah, hoje vai fazer chuva", "Aaah, mas essa fruta não dá la no Pau Amarelo não.". Quando vem a Maceió é porque vai ter festa. E ele vai trabalhar até o fim dela, sem tirar o sorriso do rosto. E já deixa avisado em casa, para esposa e filhos: "Aaah, não sei quando volto não."Ele veio pra ajudar no casamento de uma prima minha, no dia 5 de janeiro. "Aaah, já avisei em casa, só volto lá pro dia oitxo".

Ele tem uma risada engraçada. É difícil escrever fonemas, mas é algo como "Ehên Hén Hén".

Minha avó falava com ele sobre as pessoas que moravam ao redor do sítio quando ela era criança.

- E dona Fulana?

- Aah, dona Fulana tá lá.

- Acho que nem a reconheço mais.

- Aaah, conheçe mais não. Ela pegou uma doença... Tá com o rosto todo "pilicadinho".

- É vitiligo?

- Ééé isso aí.

- E dona Sicrana?

- Aaah, tá tão veinha, tão magriiinha... Ehên Hén Hén.

Zequinha é uma figura ímpar. Nunca conheci um cara como ele. Morre de amores pelo Pau Amarelo. Se perguntar, ele diz "Aaah, mas é bom demais o Pau Amarelo. Minha vida é aquilo alí... Ehên Hén Hén"

Concurso Festival de Verão: Segunda fase

Passei na primeira fase do concurso cultural promovido pela Ogilvy PR/Via Press. Na segunda fase, eu tinha que escrever uma reportagem sobre o décimo aniversário do festival. Eu tinha que evidenciar a importância do evento e seu compormisso ambiental, além de pegar citações de artistas que iriam se apresentar. Como não tenho acesso a nenhum artista, peguei citações que foram feitas para outros veículos. Acho que não faz mal. Acho! Aí vai o texto:
A décima edição do Festival de Verão de Salvador, que acontece entre os dias 16 e 19 de janeiro, no Parque de Exposições de Salvador, chega para consolidar ainda mais o evento como sinônimo de qualidade e mistura das mais diversas tribos em um só lugar. O evento, que volta a atenção do Brasil inteiro à capital baiana, este ano traz artistas nacionais e internacionais, como é o caso do cantor Eagle Eye Cherry. O sueco irá apresentar um misto de rock, jazz, blues e folk em hits como “Indecision” e “Save Tonight” no palco principal no último dia do evento, assim como a esfuziante Margareth Menezes, o cantor sertanejo Daniel, a banda Jamill e Uma Noites e o suingue do Psirico, que finaliza o Festival. Além deles, já têm presença garantida os músicos Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Beth Carvalho, que, pela primeira vez no Festival, mostra todo o gingado do samba carioca. As bandas Eva, Chiclete com Banana, Babado Novo, Asa de Águia e Timbalada intercalam o seu axé com o pop/rock de Capital Inicial, O Rappa e NX Zero – também estreando no festival – que por sua vez, se misturam com o forró de Saia Rodada e Aviões do Forró.
Mas nem só de palco principal vive o Festival de Verão. Os cerca de 90 mil metros quadrados de área da “Cidade da Música” são preenchidos ainda com o Palco Tendências, que este ano receberá as bandas de rock Pato Fu, Tihuanna, Strike e Cachorro Grande e o funk de MC Sapão e MC Frank, além de uma enorme gama de ritmos do país.
Engana-se quem acha que os portões dessa arena da diversão abrem só para os nativos. Gente do Brasil inteiro visita Salvador à procura de diversão nesta época do ano. Ainda mais pela data do festival, sempre duas semanas antes do carnaval. O cantor Saulo Fernandes, da banda Eva, que abre o festival pela segunda vez consecutiva, não esconde seu orgulho ao constatar que o evento serve de exemplo a outros lugares, segundo ele, “pela organização e sucesso”. Isso faz com que o público esperado para o evento deste ano atinja a marca das 200 mil pessoas.
Os dez anos trazem expectativas de surpresas. Segundo Amaury Pekelman, gerente executivo da iContent, empresa realizadora do evento junto à TV Bahia, o festival continua o que sempre foi, porém, como ele se limitou a dizer, com “upgrades em todos os aspectos”.Surpresas à parte, Pekelman confirma a presença de grandes nomes entre os DJs da Tenda Sony Ericson de música eletrônica e artistas de samba e pagode na Arena Universitária Bradesco.
Toda essa folia só não sobrepõe a preocupação sócio-ambiental do evento, que este ano, em parceria com a SOS Mata Atlântica, neutralizará as emissões do gás carbônico produzido durante os quatro dias de festa. Para isso, um inventário das emissões diretas e indiretas de CO² já está em processo de elaboração. A neutralização será feita através do plantio de árvores nativas, num processo de compensação com a natureza. Fazendo isso, o Festival firma sua luta contra o aquecimento global e o efeito estufa.Isto faz do Festival de Verão de Salvador o primeiro grande evento musical a se tornar “Carbon Free” (do
inglês, Livre de Carbono) no mundo, levantando a bandeira da preservação ambiental e da conscientização popular.
As entradas para a Cidade da Música estão à venda na loja oficial do Festival de Verão do shopping Iguatemi e na Central do Carnaval nos shoppings Barra e Iguatemi além dos balcões Ticketmix dos shoppings Barra e Aeroclube. As lojas Iguana, no shopping Estrada do Coco, e Doce Cacau, na Avenida Paulo VI, na Pituba, também vendem os ingressos, por preços que variam de R$ 50,00 a R$ 90,00 ao dia ou de R$ 152,00 a R$ 320,00 pelo passaporte que dá direito aos quatro dias de evento. Os preços são relacionados à tarifa inteira, mas os estudantes também podem optar pela meia-entrada.
Em suma, o Festival de Verão Salvador 2008 vai ser assim: A diversidade tomando conta e reunindo as mais diversas tribos no mesmo lugar com o único propósito de curtir o que a música tem de melhor a oferecer.
Post anteriormente publicado no meu antigo blog (www.jornalog.globolog.com.br), em 17.12.2007)

Concurso Festival de Verão: Primeira fase

Texto escrito para um concurso cultural promovido pela Ogilvy PR/Via Press. O texto deveria ter o máximo de 20 linhas, em Arial 12, com o tema "Eu e os 10 anos de Festival de Verão". Concorro neste momento com pessoas de Salvador a um estágio no Festival de Verão Salvador 2008. Daí vem o medo de não passar no teste, já que estou enfrentando pessoas que têm maior convivência com o evento. Enfim, eis o que escrevi:

Não é tão comum assim ver um festival de música completar dez anos de vida. É necessário muito mais que organização, produção e investimento. É preciso muita magia, vibração. Tem que ter um brilho especial num evento que ora deixa eufórico, ora deixa em completo estado de êxtase. Nessas horas, é a energia positiva em estado bruto tomando conta de qualquer pessoa, arrepiando até o último fio de cabelo.Nunca esqueci de quando fui ao Festival de Verão Salvador.
Era 2003. Mal entendia o significado de tudo aquilo, mas pude sentir toda a positividade de uma festa onde predomina a alegria e o alto-astral. Era o som de “não sei quem” entrando por meus ouvidos e aquilo criava uma mistura de euforia e paz, alegria e transe. Era como uma voltagem 220 percorrendo todo o meu corpo e me dando a chance de experimentar o prazer de estar num mar de folia. Não me importava ficar no camarote ou no meio do povo. Importante mesmo era o calor de um planeta esquisito – e surpreendente! – que contagiava até o mais frio dos mortais. Aos poucos, o povo se dissipou e a adrenalina foi voltando ao estado normal. Quando dei por mim, já estava no caminho de volta pra casa. Estava cansado, sim. Mas era um cansaço bom. Era a sensação de ter experimentado os melhores momentos de um mundo estranho.

Post anteriormente publicado no meu antigo blog (www.jornalog.globolog.com.br), em 01.12.2007)